DAS INSTITUIÇÕES REGIMENTO DO CENTRO DE FORMAÇÃO TEOLÓGICA – CEFORTE

TÍTULO I Das Disposições Preliminares 

CAPÍTULO I Da Identificação

Art. 1º O Centro de Formação Teológica, com sede no estado do Rio de Janeiro, é uma instituição de nível superior sem fins econômicos, criada pelo Concílio de 1972 da Igreja Metodista Wesleyana. Tem por objetivo ministrar ensino teológico aos vocacionados para o ministério do Evangelho e rege-se pelo Estatuto da Igreja Metodista Wesleyana e por este Regimento.

Art. 2º A entidade assim organizada denomina-se Centro de Formação Teológica da Igreja Metodista Wesleyana, cuja sigla é Ceforte.

Art. 3º O Ceforte tem por objetivo:
a) Orientar a formação do caráter cristão de seus alunos, assegurando-lhes desenvolvimento harmônico e pleno nos planos emocional, intelectual e espiritual;
b) Oferecer ensino teológico em vários níveis para candidatos de ambos os sexos, quando recomendados pelas igrejas de que são membros;
c) Ministrar cursos de complementação teológica denominacional aos alunos oriundos de outros seminários que aspiram ao pastorado nesta Igreja, após análise curricular. Art. 4º O Ceforte manterá os seguintes cursos: a) Bacharel em teologia para candidatos que tenham o ensino médio; b) Básico em teologia para candidatos que tenham o ensino médio completo ou o estejam cursando; c) Complementação teológica denominacional, conforme análise da grade curricular, e cumprindo as matérias denominacionais obrigatórias;
d) Curso teológico modular em circunstâncias especiais, devidamente aprovado pela Secretaria-Geral de Educação Cristã (SGEC) e pelo Conselho-Diretor;
e) Curso de formação e capacitação de líderes leigos;
f) Outros que forem determinados pela Secretaria-Geral de Educação Cristã.

TÍTULO II Da Organização

CAPÍTULO II Da Direção

Art. 5º O Ceforte é um órgão da Secretaria-Geral de Educação Cristã da Igreja Metodista Wesleyana, administrado por um Conselho-Diretor, composto de três ministros e dois leigos – sendo um(a) pedagogo(a) –, indicados pelo secretário geral de educação cristã e aprovados sexenalmente pelo Conselho-Geral da Igreja Metodista Wesleyana.

Art. 6º O Conselho-Diretor, após eleição no Conselho-Geral, será convocado pelo secretário-geral de educação cristã para a eleição da mesa, que será composta de um presidente, um vice-presidente e um secretário de atas com mandato sexenal. Parágrafo único. O secretário-geral de educação cristã é membro ex-ofício do Conselho-Diretor com direito a voto.

Seção I Do Conselho-Diretor 

Art. 7º Ao Conselho Diretor compete:

a) Nomear o diretor-geral, o vice-diretor, o deão e o(a) diretor(a) pedagógico(a) e eleger os diretores das extensões;
b) Supervisionar o andamento técnico e administrativo do Ceforte, em sua sede e extensões;
c) Nomear, periodicamente, comissão de orientação e inspeção tanto para a sede quanto para as extensões;
d) Fixar honorários e determinar benefícios por sugestão do diretor-geral, e analisar a situação judicial de contrato de prestação de serviços;
e) Encaminhar à Secretaria-Geral de Educação Cristã pedido de reforma no Regimento ou de alteração no currículo escolar.

Parágrafo único. Os diretores das extensões serão nomeados pelo Conselho-Diretor, mediante indicação dos secretários regionais de educação cristã, ouvido o bispo da região, para mandato de dois anos, podendo ser reconduzidos.

Art. 8º Ao presidente do Conselho-Diretor compete: 
a) Convocar e presidir reuniões;
b) Executar as determinações do Conselho-Diretor;
c) Supervisionar o Conselho do Ceforte; 
d) Relatar, anualmente, à Secretaria-Geral de Educação Cristã. 

Seção II Do Diretor-Geral 

Art. 9º O diretor-geral será eleito preferencialmente dentre os ministros que compõem o Conselho-Diretor do Ceforte ou ainda dentre os ministros da Igreja Metodista Wesleyana, bacharéis em teologia com pós-graduação ou com mestrado na área teológica, pedagógica ou de ciências humanas.

Art. 10. Compete ao diretor-geral: 
a) Dinamizar a estrutura organizacional do Ceforte;
b) Planejar as atividades de ensino e de administração em cooperação com os diretores de extensões do Ceforte, juntamente com o vice-diretor;
c) Preparar programação e calendário anual do Ceforte e apresentá-lo ao Conselho-Diretor, e elaborar o Regimento Interno para os alunos do Ceforte, ouvidas as extensões;
d) Dirigir o Ceforte bem como supervisionar suas extensões, provendo todas as suas necessidades;
e) Decidir sobre as penalidades a ser aplicadas ao pessoal do corpo discente e da administração, garantindo-lhes a ampla defesa; 
f) Distribuir funções, atribuir responsabilidades e delegar poderes; 
g) Aprovar as normas internas do Ceforte;
h) Presidir reuniões de docentes e discentes;
i) Administrar as finanças do órgão;
j) Inventariar anualmente os bens do Ceforte; 
k) Nomear secretário e tesoureiro do Ceforte;
l) Apresentar propostas ao Conselho-Diretor para fixação de honorários e determinação de benefícios aos servidores do Ceforte ou pagamento de ajuda de custo. Parágrafo único. Os diplomas serão assinados pelo diretor-geral, pelo(a) diretor(a) pedagógico(a) e pelo aluno.

Seção III Do Vice-Diretor 

Art. 11. O vice-diretor será eleito pelo Conselho-Diretor, mediante indicação do diretor-geral dentre os ministros da Igreja Metodista Wesleyana bacharéis em teologia.
Art. 12. Compete ao vice-diretor:
a) Substituir o diretor-geral em sua ausência; 
b) Auxiliar nas atividades pedagógicas do Ceforte.

Seção IV Do Deão

Art. 13. O deão de alunos será nomeado pelo diretor da sede e das extensões, dentre os pastores e missionárias da Igreja Metodista Wesleyana bacharéis em teologia. 
Art. 14. Compete ao deão de alunos;
a) Assistir o aluno em suas necessidades;
b) Aconselhar o aluno quanto à sua situação espiritual, moral, ética e disciplinar; 
c) Organizar o estatuto do grêmio estudantil, em comum acordo com as orientações da Secretaria Geral de Educação Cristã. Seção V Do Diretor(a) Pedagógico(a)

Art. 15. O(a) diretor(a) pedagógico(a) será nomeado(a) pelo Conselho Diretor do Ceforte, ouvido o diretor-geral, dentre os ministros, pastores ou missionárias da Igreja Metodista Wesleyana, bacharéis em pedagogia, para auxiliá-lo no serviço de orientação e supervisão pedagógica do Ceforte. 

CAPÍTULO III Dos Serviços Auxiliares

Seção I Da Secretaria 

Art. 16. A secretaria é o setor encarregado de todo o serviço burocrático e tem como objetivo executar as normas administrativas, bem como organizar o serviço de escrituração.
Art. 17. O diretor nomeará um secretário dentre os membros da Igreja Metodista Wesleyana. 
Art. 18. Compete ao secretário:
a) Estar em dia com a legislação de ensino religioso, mantendo em arquivos cópias dessa legislação;
b) Comunicar ao diretor a falta de material;
c) Receber, registrar e arquivar a correspondência recebida e cópias das expedidas;
d) Redigir e expedir avisos, instruções e correspondências, depois de assinadas pelo diretor; 
e) Arquivar documentos de alunos e informações sobre estes em pastas confidenciais;
f) Elaborar histórico-escolar e encaminhá-lo para assinatura do diretor; 
g) Secretariar o conselho de classe. 

Seção II Da Tesouraria 

Art. 19. A tesouraria é o setor responsável pela organização financeira da entidade, cujo tesoureiro será nomeado pelo diretor, dentre os membros da Igreja Metodista Wesleyana. Art. 20. Ao tesoureiro compete:
a) Ter sob sua guarda e responsabilidade valores em espécie e documentos relacionados com a tesouraria; 
b) Controlar os pagamentos devidamente processados e autorizados pelo diretor;
c) Apresentar ao diretor, mensal e anualmente, os balancetes financeiros correspondentes;
d) Receber as mensalidades, as ofertas e os donativos, depositando-os em conta bancária em nome do Ceforte, assinada conjuntamente com o diretor.
e) Escriturar em livro próprio, e em forma técnica, os movimentos da tesouraria;
f) Movimentar contas bancárias com procuração expedida pela Secretaria-Geral de Administração, juntamente com o diretor;
g) Lançar em livro próprio o patrimônio móvel e imóvel do Ceforte.

Seção III Da Biblioteca

Art. 21. A biblioteca é o setor encarregado de fornecer os elementos básicos para informações e pesquisas do corpo docente, discente e administrativo do Ceforte, bem como para as necessidades da comunidade na formação de hábito e gosto pela literatura. 

Art. 22. O bibliotecário será nomeado pelo diretor dentre os membros da Igreja Metodista Wesleyana. 

Art. 23. São atribuições do bibliotecário:

a) Organizar o material audiovisual;
b) Manter a biblioteca em perfeita ordem; 
c) Organizar o arquivo ativo e passivo;
d) Orientar o usuário na pesquisa adequada;
e) Adequar recursos humanos e materiais disponíveis na escola e na comunidade;
f) Estabelecer uma política de seleção de acervo adequada à consecução dos objetivos;
g) Orientar pesquisas e leituras;
h) Manter controle das atividades realizadas;
i) Apresentar anualmente ao diretor o relatório das atividades desenvolvidas pela biblioteca;
j) Informatizar a biblioteca, com computadores à disposição de alunos e professores.

CAPÍTULO III Do Conselho de Classe

Art. 24. O Conselho de Classe será composto do diretor-geral, do vice-diretor, do deão, do secretário e do corpo docente. Parágrafo único. A critério do Conselho de Classe, poderá ser incluído um representante do corpo discente.
Art. 25. Compete ao conselho:
a) Promover avaliação permanente e global do processo educativo, visando à consecução dos objetivos gerais e específicos da educação;
b) Possibilitar a análise dos problemas específicos do seminário e do aluno, por meio do exame e do aproveitamento individual e global nas turmas, detectando as causas de alto ou baixo rendimento escolar;
c) Analisar por meio de uma visão conjunta a atribuição de conceitos e a caracterização do desempenho do aluno, em função dos objetivos propostos e de critérios estabelecidos para a promoção; 
d) Analisar o processo de ensino/aprendizagem, incluídos os aspectos relativos a todos os componentes do sistema escolar, propondo alternativas ao problema identificado; 
e) Estimular a equipe pedagógica e desenvolver a capacidade de reflexão crítica, questionamento e contínua autoavaliação de sua filosofia de trabalho, tendo em vista a melhoria da qualidade de seu próprio trabalho e do processo de ensino/aprendizagem.

Art. 26. As reuniões do Conselho de Classe serão lavradas em ata, a qual deverá ser aprovada e assinada por todos os membros presentes. 

CAPÍTULO V Dos Encargos Escolares

Art. 27. O Ceforte tem sua organização escolar elaborada pelo diretor-geral, que distribuirá dias letivos, carga horária, férias e estágios, de acordo com as necessidades da instituição.
Art. 28. As anuidades serão apreciadas pelo Conselho-Diretor. 

Art. 29. As mensalidades serão consideradas vencidas após o dia 5 (cinco) de cada mês. 
Art. 30. A bolsa de estudo é a dispensa das contribuições mensais dada ao aluno pelo Conselho-Diretor, por um período ou por todo o tempo de duração do curso, no todo ou em parte.
Art. 31. As bolsas concedidas poderão ser suspensas, desde que se encontrem razões suficientes para fazê-lo.
Art. 32. Os pedidos de bolsa devem ser feitos pelos pastores das igrejas a que pertencem os candidatos, antes do final do ano letivo, ao Conselho-Diretor.

TÍTULO III Da Organização Escolar 

CAPÍTULO VI Da Estrutura de Funcionamento

Art. 33. Os currículos são elaborados pela Secretaria-Geral de Educação Cristã.

Art. 34. Os currículos dos cursos do Ceforte são divididos em unidades didáticas, abrangendo "áreas de conhecimento". Assim todos os alunos podem adquirir conhecimento em suas áreas de concentração: pastoral, educacional, assistencial, missiológica, de aconselhamento e discipulado, teológica, hermenêutica e exegética, e de música, louvor e adoração. 
Art. 35. O regime didático adotado é o de créditos, que é o trabalho escolar em sala de aula correspondente a uma hora/aula.
Art. 36. Um crédito corresponde a 15 (quinze) horas/aulas.
Art. 37. O rendimento escolar é feito por meio de avaliações, a fim de julgar o aproveitamento obtido pelo aluno.
Art. 38. As avaliações serão realizadas bimestralmente, por meio de notas, cuja média de aprovação é a seguinte:

a) Curso de bacharel em teologia: 7 
b) Curso teológico modular: 7
c) Outros cursos: 5

Art. 39. Ao final do ano letivo, será feita média aritmética das provas realizadas para avaliação dos alunos. 

Art. 40. O aluno que faltar 25% das aulas de uma disciplina será reprovado na referida matéria.

Art. 41. O aluno que no final do ano letivo não obtiver média para aprovação em até duas disciplinas poderá ser promovido ao ano seguinte ficando em dependência das matérias.

CAPÍTULO VII Do Corpo Docente

Art. 42. O corpo docente do Ceforte é constituído de professores com formação específica, vocacionados e escolhidos preferencialmente dentre os clérigos da Igreja Metodista Wesleyana, que livre e voluntariamente desejarem exercer o magistério. Parágrafo único. No caso de necessidade poderá ser convidado um professor de outra denominação para lecionar, desde que não seja nas seguintes áreas: história do metodismo, teologia sistemática, administração eclesiástica, teologia do Antigo Testamento, teologia do Novo Testamento, teologia pastoral, análise bíblica.

Art. 43. As atividades didáticas atribuídas aos professores consistem em aulas de exposição e treinamento, arguições, seminários, palestras ou qualquer outra forma didática. 

Art. 44. São direitos dos professores: 

a) Ter justificadas suas faltas por motivo de doenças ou razões julgadas coerentes pela direção;
b) Descanso semanal e feriados; c) Apresentar sugestões para a matriz curricular e o conteúdo programático das disciplinas.

Art. 45. São deveres do professor: 
a) Planejar o trabalho docente em consonância com o plano curricular do Ceforte, de modo a ser adequado à realidade do curso;
b) Estimular o aluno de modo a manter seu interesse na aula; 
c) Manter em dia o diário de classe, registrando a matéria lecionada e a frequência do aluno;
d) Manter-se sempre atualizado; 
e) Acompanhar o aproveitamento do aluno, organizando o registro cumulativo e formativo do seu desempenho, além de estabelecer uma ligação entre as suas atividades e as do aluno;
f) Utilizar técnicas e procedimentos de avaliação em conformidade com a orientação pedagógica;
g) Comparecer às aulas e às solenidades programadas pela instituição.

CAPÍTULO VIII Do Corpo Discente 

Art. 46. O corpo discente do Ceforte é formado pelos alunos matriculados.
Art. 47. São direitos do corpo discente:

a) Receber adequada orientação educacional, pedagógica e religiosa;
b) Frequentar, além das aulas da sua turma, os trabalhos e as atividades complementares; 
c) Utilizar-se da biblioteca nos termos do seu Regulamento;
d) Criar o grêmio estudantil sob orientação da Diretoria, elaborando o Estatuto que será encaminhado para aprovação ao diretor-geral e ao Conselho-Diretor, que poderá emendar o projeto; e) Recorrer às autoridades do Ceforte quando julgar prejudicados seus direitos;
f) Receber cópia do Regimento.

Art. 48. São deveres do corpo discente:
a) Comparecer às aulas de acordo com as exigências do regime escolar;
b) Desempenhar atividades escolares e extraclasses;
c) Tratar com respeito a diretoria, os professores, os funcionários e os colegas;
d) Comparecer às atividades e comemorações organizadas pelo Ceforte;
e) Comparecer às capelas.

CAPÍTULO IX Do Calendário Escolar 

Art. 49. O ano letivo do Ceforte compreenderá o período de fevereiro a dezembro, num total de 200 dias letivos.

Art. 50. O número de semanas anuais será de 40 com cinco dias semanais.

Art. 51. O recesso escolar ocorrerá em janeiro e julho.
Art. 52. A recuperação dos alunos será efetuada durante o período letivo, paralelamente ao processo de ensino/aprendizagem. Art. 53. Serão observados os feriados nacionais, estaduais e municipais.

CAPÍTULO X Das Matrículas

Art. 54. As matrículas serão realizadas na primeira quinzena do mês de janeiro de cada ano, tanto a inicial como a renovada ou a por transferência.

Art. 55. O Ceforte aceita como aluno os membros da Igreja Metodista Wesleyana que desejam fazer o curso teológico, desde que apresentem os documentos e preencham as condições para matrícula, que são:
a) Carta de recomendação assinada pelo pastor e pelo secretário do Conselho Local;
b) Declaração, por escrito, de que o candidato tem no mínimo dois anos ininterruptos como membro na igreja; 
c) Carta de recomendação da Secretaria Regional de Educação Cristã, para os que almejam o ministério;
d) Atestado médico; 
e) Requerimento devidamente preenchido e cópia da identidade e do título de eleitor;
f) Certidão de nascimento ou casamento, conforme o caso; 
g) Certificado de ensino médio para o curso de bacharel;
h) Ter no mínimo 18 anos de idade. 

Art. 56. Serão aceitos alunos membros de outras denominações desde que:
a) A denominação seja reconhecida pela Igreja Metodista Wesleyana como genuinamente evangélica;
b) Declarem concordar com os costumes adotados pela Igreja Metodista Wesleyana;
c) Se congregados em outras denominações evangélicas apresentem parecer favorável do Conselho-Diretor;
d) Apresentem, no ato da matrícula, carta assinada pelo pastor, além dos documentos citados no 
Art. 55, com exceção das alíneas "b" e "c". 

CAPÍTULO XI Das Transferências e das Adaptações 

Art. 57. O prazo para expedição de documentos de alunos transferidos será de até 30 dias após a solicitação, desde que todos os documentos estejam em dia, assim como as mensalidades. 

Art. 58. As matrículas por transferência serão efetuadas depois de o aluno apresentar documento de transferência assinado pelo diretor e pelo secretário do estabelecimento de origem com indicação dos respectivos registros ou autorizações e o documento informando sobre a vida escolar do aluno.

Art. 59. Para os alunos que forem recebidos por transferências será procedida a compatibilização curricular a fim de indicar as adaptações necessárias ou verificar a equivalência entre os cursos.

CAPÍTULO XII Da Recuperação 

Art. 60. As atividades de recuperação serão efetuadas durante o período letivo, paralelamente ao processo de ensino/aprendizagem, devendo, entretanto, o seminário oferecer oportunidade de recuperação após o final do ano letivo, independentemente de qualquer tipo de recuperação adotado. 

Art. 61. Os alunos, submetidos à recuperação por aproveitamento, receberão ao término um conceito final, sendo promovido desde que esse conceito seja 7 para básico e bacharel em teologia.

TÍTULO IV Da Organização Disciplinar

Art. 62. Os alunos, pelas faltas cometidas, estão sujeitos às seguintes penalidades, com finalidade educativa e não repressiva: Admoestação – apelando para os brios do educando e seus princípios de educação moral; Repreensão – advertência por escrito, sendo uma cópia arquivada na pasta e outra encaminhada ao Conselho da igreja a que esteja vinculado, para os casos de reincidência; Suspensão – para os casos considerados de maior gravidade. O limite máximo para suspensão é de 20 dias letivos; Cancelamento de matrícula – nos casos em que a suspensão não seja a medida suficiente. Parágrafo único. Terá sua matrícula cancelada o aluno que não mais preencher os requisitos para matrícula. 

Art. 63. As penalidades serão aplicadas pelo diretor-geral, que dará conhecimento imediato à igreja a que pertencer o aluno punido e dos motivos que a determinaram. 

Art. 64. Os professores que cometerem qualquer falta serão julgados pelo Conselho-Diretor, ouvido o diretor.

Art. 65. Tanto os componentes do corpo docente quanto do discente e do administrativo poderão recorrer das punições sofridas ao Conselho-Geral.

Art. 66. São considerados atos de indisciplina: 
a) Violação das normas regimentais e das constantes dos vários regulamentos;
b) Procedimentos que causam danos materiais;
c) Trancar-se em salas de aula para não cumprir suas tarefas; 
d) Prática de cola e outros tipos de fraudes;
e) Atos ofensivos à moral e aos bons costumes;
f) Atitudes incompatíveis com os propósitos da instituição;
g) Ensino ou divulgação de doutrinas e costumes contrários às normas da Igreja Metodista Wesleyana. 

CAPÍTULO XIII Do Internato 

Art. 67. O Ceforte manterá os regimes de internato e externato, masculino e feminino.

Art. 68. Os candidatos ao regime de internato deverão ser encaminhados pelas igrejas à Secretaria Regional de Educação Cristã, que após seleção ou triagem, inclusive avaliação de vida social, familiar, física e psicológica, os encaminhará ao Ceforte.

Art. 69. Os candidatos ao regime de internato deverão passar por exames físicos e psicotécnicos.

Art. 70. O aluno de internato não poderá ficar retido em nenhuma matéria do seu currículo, sob pena de ter sua matrícula cancelada.

Art. 71. O Ceforte providenciará moradia para as alunas internas e nomeará uma pessoa responsável para a direção dessa moradia.

Art. 72. O aluno de internato só poderá fazer cursos fora do Ceforte com a permissão do diretor-geral. 

Art. 73. Os alunos de internato estão sujeitos ao regime de aulas diurnas, com um currículo mais avançado.

Art. 74. O aluno do internato é mantido pela igreja que o recomenda ou pela Secretaria Regional de Finanças.

Art. 75. O aluno de internato está sujeito à escala de serviços determinados pela direção. 

CAPÍTULO XIV Das Extensões

Art. 76. As extensões do Ceforte têm a sua criação aprovada pelo Conselho-Diretor, desde que cumpridas as exigências mínimas deste Regimento, e são subordinadas administrativamente ao secretário regional de educação cristã e tecnicamente ao diretor-geral e ao Conselho-Diretor do Ceforte. Parágrafo único. As exigências mínimas para a organização de uma extensão são as seguintes:
a) Possuir instalações adequadas, ou seja, um prédio com no mínimo sete salas, todas com iluminação e ventilação, em bom estado de conservação e sem ruídos externos que interfiram no bom andamento das aulas; 
b) Possuir no seu quadro docente um mínimo de 80% de professores que sejam clérigos da Igreja Metodista Wesleyana;
c) Possuir equipamentos necessários ao funcionamento da Extensão, como um computador, uma biblioteca, carteiras escolares e quadros apropriados, sistema de ventilação, água potável e banheiros feminino e masculino separados;
d) Encaminhar solicitação, por escrito, ao Conselho-Diretor, com anuência expressa do bispo e do secretário regional de educação cristã, que determinará comissão para visitar o local e dar parecer.
Art. 77. As extensões deverão reger-se pelo Regimento do Ceforte com as adaptações que se tornarem necessárias, desde que aprovadas pelo Conselho-Diretor.

Art. 78. Os diretores que devem ser ministros da Igreja Metodista Wesleyana serão eleitos pelo Conselho-Diretor, mediante indicação de pelo menos dois nomes pelo secretário regional de educação cristã, ouvido o bispo da região, para um mandato de dois anos. 

Art. 79. Cada extensão, além do seu diretor, deverá ter na sua administração um secretário, um tesoureiro, um bibliotecário e um(a) orientador(a) pedagógico(a). 1º Todos serão nomeado pelo diretor da extensão. 2º O corpo docente será nomeado pelo diretor da extensão, ouvido o secretário regional de educação cristã. 3º O tesoureiro encaminhará balancete financeiro assinado por ele e pelo diretor da extensão, anualmente, até o dia 15 de dezembro, ao diretor-geral, com cópias ao secretário regional de educação cristã e Secretaria-Geral de Educação Cristã, bem como a relação do imobiliário pertencente ao Ceforte. 4º O valor da mensalidade dos alunos será estabelecida pelo Conselho-Diretor, mediante proposta do diretor da extensão. Do Funcionamento Escolar 

Art. 80. As extensões adotarão o currículo aprovado pela Secretaria-Geral de Educação Cristã. Parágrafo único. O diretor-geral do Ceforte fará a distribuição das disciplinas pelos anos letivos e da literatura a ser adotada. 

Art. 81. Ao final de cada ano, as extensões remeterão ao diretor-geral do Ceforte relatório completo das atividades e cópias das fichas de matrículas. 

Art. 82. As extensões, ao concluir uma turma, deverão encaminhar ao diretor-geral cópia de todos os documentos para arquivamento. 

Art. 83. Os diplomas serão assinados pelo diretor-geral, pelo diretor(a) pedagógico(a) e pelo formando. 

Art. 84. As solenidades de formatura serão dirigidas pelo diretor da extensão, orientadas pelo secretário regional de educação cristã.

CAPÍTULO XV Das Disposições Gerais 

Art. 85. Constituem patrimônio do Ceforte:
a) Doações de quaisquer pessoas ou instituições;
b) Legados ou subvenções diversas; 
c) Imóveis e outros bens; 
d) Títulos e depósitos; 
e) Auxílio e subvenções oficiais; 
f) Outras rendas e recebimentos permitidos pela ética cristã.
Parágrafo único. Todos os bens móveis e imóveis, eventualmente adquiridos ou doados ao Ceforte, serão registrados em nome da Igreja Metodista Wesleyana. 

Art. 86. O Ceforte mantém, durante o horário das aulas, um período de 30 minutos destinado ao enlevo espiritual em sua capela, com a participação dos componentes dos corpos docente e discente.

Art. 87. A capela será dirigida pelo deão de alunos, conforme orientação do diretor. 

Art. 88. Cabe ao Ceforte expedir certificado de conclusão de curso aos alunos que concluírem seus cursos na sede ou em alguma extensão reconhecida e aprovada pelo Conselho-Diretor, em sessão pública e solene. 
Art. 89. Será expedida ao aluno uma carteira de identidade escolar, assinada pelo diretor e que terá validade acompanhada do comprovante de pagamento.

Art. 90. Os servidores do Ceforte são membros da Igreja Metodista Wesleyana que colaboram nos diversos setores do seminário.

Art. 91. Este Regimento depois de aprovado pelo Conselho-Geral entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

 
 

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